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	<title>Blog do Raul &#187; Educação</title>
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	<description>Blog do Raul Christiano</description>
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		<title>&#8220;Progressão continuada&#8221; não é vilã !</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 18:55:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Christiano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho muito receio da forma com que certos temas s&#227;o colocados em debate para a sociedade durante os anos de elei&#231;&#245;es. A cr&#237;tica &#233; comum contra aqueles que est&#227;o no poder e ainda n&#227;o conseguiram resolver completamente as quest&#245;es, como no caso da educa&#231;&#227;o, cujas medidas importam mexer com a vida de uma gera&#231;&#227;o em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2"><img height="210" alt="" src="http://www.raul.blog.br/wp-content/files/Image/criticas a educa.jpg" width="280" align="left" border="2" />Tenho muito receio da forma com que certos temas s&atilde;o colocados em debate para a sociedade durante os anos de elei&ccedil;&otilde;es. A cr&iacute;tica &eacute; comum contra aqueles que est&atilde;o no poder e ainda n&atilde;o conseguiram resolver completamente as quest&otilde;es, como no caso da educa&ccedil;&atilde;o, cujas medidas importam mexer com a vida de uma gera&ccedil;&atilde;o em envolvimento. Por isso vejo com reservas a forma com que a &ldquo;progress&atilde;o continuada&rdquo; retoma o centro das aten&ccedil;&otilde;es e das opini&otilde;es pol&iacute;ticas e eleitorais, porque os seus defensores a deixam numa posi&ccedil;&atilde;o&nbsp;muito vulner&aacute;vel, restando-lhes absorver todo tipo de cr&iacute;tica, como se fosse a &uacute;nica respons&aacute;vel pela qualidade do ensino e pelos resultados apresentados nos &uacute;ltimos anos.</font></p>
<p><span id="more-660"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2">A associa&ccedil;&atilde;o da &ldquo;progress&atilde;o continuada&rdquo; com a &ldquo;aprova&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica&rdquo; configura o desvirtuamento desse modelo importante para impedir o desequil&iacute;brio idade/s&eacute;rie dos estudantes e evitar m&uacute;ltiplas repet&ecirc;ncias, que s&atilde;o os principais fatores da evas&atilde;o escolar. A &ldquo;progress&atilde;o&rdquo; deve ser organizada, na forma prevista pela LDB &ndash; Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o, em forma de ciclos, para saber o n&iacute;vel e a absor&ccedil;&atilde;o de conhecimento, sem interrup&ccedil;&atilde;o, mas de constru&ccedil;&atilde;o. A &ldquo;progress&atilde;o continuada&rdquo; se orienta no acompanhamento e entendimento de que o aluno est&aacute; continuamente se formando, construindo significados.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2">No entanto, h&aacute; uma discuss&atilde;o que precisa ser pautada com o envolvimento dos principais atores respons&aacute;veis pela educa&ccedil;&atilde;o, especialmente dos ciclos b&aacute;sicos, onde a &ldquo;progress&atilde;o continuada&rdquo; se verifica. Governos, conselhos de educa&ccedil;&atilde;o, associa&ccedil;&otilde;es de pais e mestres, dirigentes, funcion&aacute;rios, alunos e pais precisam com urg&ecirc;ncia tocar e fazer acontecer quest&otilde;es fundamentais para que esse sistema resulte em avan&ccedil;os, como o educador Paulo Freire j&aacute; previa em seus estudos, teses e pr&aacute;ticas: mudan&ccedil;as espec&iacute;ficas nas condi&ccedil;&otilde;es estruturais, pedag&oacute;gicas, salariais, de forma&ccedil;&atilde;o de professores e em todos os atributos que forem considerados essenciais para que o programa seja desenvolvido com os resultados preconizados.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2">Afora isso, o entendimento da sociedade, que se desperta para o assunto sempre na &eacute;poca das elei&ccedil;&otilde;es, continuar&aacute; restrito &agrave; &ldquo;aprova&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica&rdquo;, singelamente considerada desde que o estudante n&atilde;o falte &agrave;s aulas. Infelizmente n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel neste novo momento eleitoral pautar o tema de maneira clara e sem cr&iacute;ticas oportunistas. A vontade pol&iacute;tica dos governantes deve ser clara nessa dire&ccedil;&atilde;o e as organiza&ccedil;&otilde;es corporativas e comunit&aacute;rias n&atilde;o podem manter uma postura reacion&aacute;ria.</font></p>
<p><span style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: &quot;Calibri&quot;, &quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA"><font face="Calibri" color="#000000" size="2">Se o aprendizado e o desenvolvimento dessas crian&ccedil;as e adolescentes &ldquo;envergonham&rdquo; pais e educadores, porque ficar fugindo da pr&oacute;pria culpa, se a solu&ccedil;&atilde;o est&aacute; t&atilde;o pr&oacute;xima das suas decis&otilde;es e atitudes? O estudante que tem dificuldade de aprender necessita de especialistas para identificar as suas defici&ecirc;ncias e da aplica&ccedil;&atilde;o das vacinas apropriadas com refor&ccedil;o escolar e aten&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. O Brasil vai avan&ccedil;ar mais quando a Educa&ccedil;&atilde;o for tratada como uma urg&ecirc;ncia e estiver inserida como o primeiro item da agenda de todos quantos tiverem o poder de decidir.</font></span></p>
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		<title>Educação técnica sem orçamento!</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 23:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Christiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Na contram&#227;o dos n&#250;meros recentes indicando para a necessidade de qualificar m&#227;o de obra para as novas oportunidades de emprego no pa&#237;s, o atual governo federal do PT&#160;vem cortando verbas do or&#231;amento para os programas de treinamento financiados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O tema qualifica&#231;&#227;o t&#233;cnica e profissional para o emprego est&#225; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2"><img height="234" alt="" src="http://www.raul.blog.br/wp-content/files/Image/plataforma com sol.jpg" width="280" align="left" border="2" />Na contram&atilde;o dos n&uacute;meros recentes indicando para a necessidade de qualificar m&atilde;o de obra para as novas oportunidades de emprego no pa&iacute;s, o atual governo federal do PT&nbsp;vem cortando verbas do or&ccedil;amento para os programas de treinamento financiados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O tema qualifica&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e profissional para o emprego est&aacute; na agenda das campanhas eleitorais iniciadas nesta semana, mas especialistas indicam que a economia brasileira est&aacute; prestes a sofrer um apag&atilde;o produtivo se n&atilde;o houver um foco governamental em aumentar vagas e escolas t&eacute;cnicas.</font></p>
<p><span id="more-644"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2">Esta &eacute; uma urg&ecirc;ncia do Brasil e infelizmente parece que os esfor&ccedil;os governamentais n&atilde;o acompanham essa tend&ecirc;ncia. Conforme dados divulgados pelo Conselho Deliberativo do FAT (Codefat), o atual governo est&aacute; muito aqu&eacute;m da m&eacute;dia de investimento anual do governo Fernando Henrique Cardoso. Entre 1999 e 2002 foram investidos em m&eacute;dia R$ 768 milh&otilde;es, enquanto de 2003 a 2008, sob a presid&ecirc;ncia de Lula a m&eacute;dia despencou para R$ 97 milh&otilde;es ao ano.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2">Um dos argumentos utilizados para tentar justificar essa grande queda foram as den&uacute;ncias de desvios de verbas por sindicatos e secretarias estaduais de Rela&ccedil;&otilde;es do Trabalho e Emprego, bem como de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais contratadas pelos governos federal, estaduais e municipais. Ao inv&eacute;s de esclarec&ecirc;-las, com apura&ccedil;&atilde;o e puni&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis, o governo federal aproveitou tamb&eacute;m as metas de resultados estabelecidas pela &aacute;rea econ&ocirc;mica &ndash; minist&eacute;rios da Fazenda e Planejamento, e Banco Central &ndash; para cortar recursos previstos no Or&ccedil;amento, sem oferecer uma alternativa concreta para a qualifica&ccedil;&atilde;o profissional para o trabalho.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2">Est&aacute; claro que deve existir um choque de interesses e de relacionamento entre o governo e o FAT, que&nbsp;&eacute; gerido por representantes dos trabalhadores, empregadores e do pr&oacute;prio governo. Entretanto essa situa&ccedil;&atilde;o passa ao largo de uma prioridade nacional que caminha lentamente e que sem d&uacute;vida s&oacute; ser&aacute; resolvida a partir do pr&oacute;ximo governo, que&nbsp;precisar&aacute; governar o assunto desde o primeiro dia de janeiro de 2011, para que o Brasil afaste a amea&ccedil;a de estagna&ccedil;&atilde;o a que est&aacute; sujeito hoje.</font></p>
<p><span style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: &quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA"><font color="#000000" size="2">O notici&aacute;rio pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico vem destacando a informa&ccedil;&atilde;o da promessa feita por Jos&eacute; Serra, candidato a Presidente da Rep&uacute;blica pelo PSDB, de se criar pelo menos 1 milh&atilde;o de vagas em escolas t&eacute;cnicas, al&eacute;m de um programa (Protec) de financiamento dos estudantes &ndash; jovens e trabalhadores desempregados e da ativa &#8211; para custear mensalidades inclusive em escolas particulares, a exemplo do Prouni criado para o ensino universit&aacute;rio. Tamb&eacute;m tenho lido sobre os objetivos da Petrobr&aacute;s em treinar cerca de 243 mil trabalhadores para as suas opera&ccedil;&otilde;es com a explora&ccedil;&atilde;o do g&aacute;s e petr&oacute;leo descobertos no Pr&eacute;-Sal da Bacia de Santos. </font></span></p>
<p><span style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: &quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA"><font color="#000000" size="2">Ser&aacute; que o problema &eacute; apenas de insensibilidade dos atuais governantes?</font></span></p>
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		<title>Educação começa pela Básica !</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 22:57:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Christiano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[H&#225; uma cobran&#231;a de muitos especialistas em educa&#231;&#227;o sobre a aus&#234;ncia de propostas dos atuais candidatos a presid&#234;ncia da Rep&#250;blica para o ensino b&#225;sico. A conjuntura eleitoral est&#225; priorizando a discuss&#227;o de sa&#237;das urgentes para evitar o apag&#227;o na educa&#231;&#227;o para o emprego, ou seja, a qualifica&#231;&#227;o profissional para que jovens e trabalhadores possam ocupar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2"><img height="295" alt="" src="http://www.raul.blog.br/wp-content/files/Image/professora.jpg" width="270" align="left" border="2" />H&aacute; uma cobran&ccedil;a de muitos especialistas em educa&ccedil;&atilde;o sobre a aus&ecirc;ncia de propostas dos atuais candidatos a presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica para o ensino b&aacute;sico. A conjuntura eleitoral est&aacute; priorizando a discuss&atilde;o de sa&iacute;das urgentes para evitar o apag&atilde;o na educa&ccedil;&atilde;o para o emprego, ou seja, a qualifica&ccedil;&atilde;o profissional para que jovens e trabalhadores possam ocupar as novas demandas de emprego no pa&iacute;s. Mas isso n&atilde;o significa que o ensino fundamental esteja fora das cogita&ccedil;&otilde;es ou n&atilde;o &eacute; considerado uma quest&atilde;o urgente para o pa&iacute;s.</font></p>
<p><span id="more-636"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2">Li coment&aacute;rios do senador Cristovam Buarque no twitter (</font><a href="http://www.twitter.com/Sen_Cristovam"><font face="Calibri" color="#0000ff" size="2">www.twitter.com/Sen_Cristovam</font></a><font face="Calibri" color="#000000" size="2">) defendendo uma poss&iacute;vel federaliza&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o de Base, para fazer com que todas as escolas do Brasil sejam, pelo menos, t&atilde;o boas quanto o Col&eacute;gio Pedro II, no Rio de Janeiro. A Uni&atilde;o banca o Pedro II e, por meio das universidades federais, os Col&eacute;gios de Aplica&ccedil;&atilde;o, que est&atilde;o entre aqueles que melhor ensinam em todo o pa&iacute;s.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2">Acho que seria um retrocesso inverter completamente a ordem de responsabilidades, constitucionais inclusive. Hoje cabe aos munic&iacute;pios a gest&atilde;o do ensino b&aacute;sico, da educa&ccedil;&atilde;o infantil ao ensino fundamental, sendo que alguns conseguem assumir o ensino m&eacute;dio, que &eacute; uma atribui&ccedil;&atilde;o dos Estados. Ao governo federal, ou &agrave; Uni&atilde;o, cabem o ensino superior e as diretrizes did&aacute;tico-pedag&oacute;gicas para todas as fases do aprendizado nacional.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2">A Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica necessita de mais recursos financeiros para atender &agrave;s demandas iniciais de forma&ccedil;&atilde;o do povo brasileiro. N&atilde;o acredito, entretanto, que esses recursos seriam conseguidos por meio de novas leis carimbando receitas da Uni&atilde;o com tributos existentes ou novos. O Congresso Nacional aprovou recentemente que 50% dos recursos do Fundo Social a ser formado com os rendimentos da explora&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s e petr&oacute;leo sob as camadas de pr&eacute;-sal sejam destinados &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o. E que destes 50%, 80% sejam aplicados em Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2">Se isso for confirmado pelo atual governo federal, que numa primeira manifesta&ccedil;&atilde;o demonstrou a sua contrariedade com essa focaliza&ccedil;&atilde;o, justificando que isso dificultaria a manuten&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais, como a Bolsa Fam&iacute;lia, os gestores deste pa&iacute;s conseguiram cumprir as suas atribui&ccedil;&otilde;es para a melhoria da qualidade da Educa&ccedil;&atilde;o. Atualmente a maior parte do or&ccedil;amento do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; MEC est&aacute; comprometida com a manuten&ccedil;&atilde;o das IFES &ndash; Institui&ccedil;&otilde;es Federais de Ensino Superior.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2">O custo/aluno/ano hoje apresenta distor&ccedil;&otilde;es muito graves, se fizermos uma compara&ccedil;&atilde;o sobre a dist&acirc;ncia da Uni&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Um estudante universit&aacute;rio federal custa cerca de R$ 9,5 mil, um aluno de escolas t&eacute;cnicas mantidas pelo MEC tem investimento da ordem de R$ 3,7 mil, enquanto a m&eacute;dia para atender &agrave;s crian&ccedil;as e adolescentes fica em torno de R$ 1,5 mil. Acontece que para tocar nesses n&uacute;meros, explicitando a necessidade de uma redistribui&ccedil;&atilde;o de valores por um determinado per&iacute;odo, provocar&aacute; um levante das corpora&ccedil;&otilde;es da Universidade Federal, principalmente, que j&aacute; considera baixos os investimentos em seus n&iacute;veis de a&ccedil;&atilde;o.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><font face="Calibri" color="#000000" size="2">O Brasil avan&ccedil;ou bastante a partir do momento que come&ccedil;ou a avaliar as condi&ccedil;&otilde;es do ensino ofertado da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica ao ensino superior. Contudo essa avalia&ccedil;&atilde;o enfrenta resist&ecirc;ncia apenas quando o m&eacute;rito dos gestores e educadores &eacute; considerado, com a preocupa&ccedil;&atilde;o de que o educador mal avaliado ter&aacute; a culpa pela m&aacute; qualidade do ensino e do aprendizado. Esse fator, na realidade, funcionaria como o uso do term&ocirc;metro num paciente antes de solicitar outros exames antes do diagn&oacute;stico. Na minha vis&atilde;o, o senador Cristovam Buarque est&aacute; certo quando mira a sua aten&ccedil;&atilde;o para institui&ccedil;&otilde;es muito bem avaliadas em todos os sentidos, mas sem d&uacute;vida o pr&oacute;ximo presidente da Rep&uacute;blica n&atilde;o pode deixar para depois das elei&ccedil;&otilde;es as suas ideias concretas para melhorar a forma&ccedil;&atilde;o do povo brasileiro, desde os primeiros contatos com a Educa&ccedil;&atilde;o, nas pr&oacute;prias creches.</font></p>
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		<title>Golfo do México x Bacia de Santos</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 01:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Christiano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A cat&#225;strofe ambiental provocada pelo vazamento de &#243;leo no Golfo do M&#233;xico apavora Barack Obama, que n&#227;o consegue controlar essa situa&#231;&#227;o, e todos quantos residentes no continente americano pelas consequ&#234;ncias sem precedentes mundiais. O tempo est&#225; passando e s&#227;o evidentes as dificuldades da maior pot&#234;ncia do mundo controlar o qu&#234; se passa a 1.500 metros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img height="200" alt="" src="http://www.raul.blog.br/wp-content/files/Image/golfo do mexico.jpg" width="300" align="left" border="2" />A cat&aacute;strofe ambiental provocada pelo vazamento de &oacute;leo no Golfo do M&eacute;xico apavora Barack Obama, que n&atilde;o consegue controlar essa situa&ccedil;&atilde;o, e todos quantos residentes no continente americano pelas consequ&ecirc;ncias sem precedentes mundiais. O tempo est&aacute; passando e s&atilde;o evidentes as dificuldades da maior pot&ecirc;ncia do mundo controlar o qu&ecirc; se passa a 1.500 metros de profundidade. Mas esse acontecimento tem car&aacute;ter educativo e deveria alertar os respons&aacute;veis para a&ccedil;&otilde;es preventivas com investimentos nas melhores op&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a para uma ind&uacute;stria que &eacute; gravemente insegura. S&atilde;o muito claras as li&ccedil;&otilde;es do Golfo do M&eacute;xico para o que est&aacute; por vir da Bacia de Santos.</p>
<p><span id="more-627"></span></p>
<p>O primeiro passo do atual governo federal, por meio dos seus ministros e dirigentes da Ag&ecirc;ncia Nacional do Petr&oacute;leo e da Petrobr&aacute;s, foi anunciar a descoberta das jazidas de petr&oacute;leo e g&aacute;s na Bacia de Santos. Esse acontecimento trouxe para o Brasil muita esperan&ccedil;a para a sua estabilidade financeira num futuro pr&oacute;ximo, proliferando planos de utiliza&ccedil;&atilde;o desses recursos daqui para as pr&oacute;ximas d&eacute;cadas. No passado recente a Petrobr&aacute;s comemorava a sua auto-sufici&ecirc;ncia, e agora com o in&iacute;cio da explora&ccedil;&atilde;o das riquezas sob a camada do pr&eacute;-sal quem se prepara para esse salto &eacute; o pr&oacute;prio pa&iacute;s.</p>
<p>Vivemos na regi&atilde;o metropolitana da Baixada Santista, inserida no Litoral Paulista, que j&aacute; recebe os primeiros sinais da anunciada prosperidade, mas que pouco ainda sabe do &ocirc;nus dessa movimenta&ccedil;&atilde;o presente e futura. Todas as an&aacute;lises indicam para o aproveitamento dos dividendos da explora&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o dos volumes prov&aacute;veis sob a camada do pr&eacute;-sal e para as medidas essenciais da conviv&ecirc;ncia com o novo mundo t&eacute;cnico e industrial dos produtos da descoberta.</p>
<p>Estima-se que a camada do pr&eacute;-sal contenha o equivalente a cerca de 1,6 trilh&otilde;es de metros c&uacute;bicos de g&aacute;s e &oacute;leo. Para essa extra&ccedil;&atilde;o, ainda perdura uma grande pol&ecirc;mica sobre a tecnologia que ser&aacute; utilizada e sobre os recursos t&eacute;cnicos para retirar o &oacute;leo de camadas t&atilde;o profundas. O campo de Tupi, como exemplo, est&aacute; a 300 quil&ocirc;metros do litoral, a uma profundidade de 7.000 metros e sob 2.000 metros de sal. Portanto, a 7.500 metros al&eacute;m das jazidas do Golfo do M&eacute;xico.</p>
<p>Essa &eacute; mais uma preocupa&ccedil;&atilde;o para o debate econ&ocirc;mico do Brasil, que hoje discute no Congresso Nacional o sistema de partilha e a utiliza&ccedil;&atilde;o dos seus recursos financeiros, mas ainda n&atilde;o possui um planejamento compartilhado com as cidades litor&acirc;neas para a expans&atilde;o urbana com a previs&atilde;o de infra-estrutura que assegure a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o e programas continuados de qualifica&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o de obra que indica para a contrata&ccedil;&atilde;o de pelo menos 240 mil t&eacute;cnicos, sem falar das demais cadeias produtivas e de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os.</p>
<p>Uma longa e importante entrevista do bi&oacute;logo marinho americano Richard Steiner, ao caderno &quot;Ali&aacute;s&quot; do jornal O Estado de S&atilde;o Paulo deste final de semana, contribui muito para os cuidados que o Brasil deve ter na hip&oacute;tese de um acidente, como a explos&atilde;o da plataforma da British Petroleum ou BP, no Golfo do M&eacute;xico, h&aacute; dois meses: &quot;Antes de furar a camada pr&eacute;-sal, que se pense em tudo. Do funcionamento das travas hidr&aacute;ulicas ao custo oculto do petr&oacute;leo&quot;. Enfim,&nbsp;um tema na contram&atilde;o da busca de alternativas energ&eacute;ticas, das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e de vidas saud&aacute;veis, num mundo que poderia se recuperar com maior foco na sustentabilidade e&nbsp;em harmonia com a natureza.</p>
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		<title>Twitter, cadê você ?</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 05:15:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Christiano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das redes sociais mais badaladas da Internet hoje em dia, o Twitter, saiu do ar por volta das 23h30 desta segunda-feira (14). Busquei informa&#231;&#245;es no google e em outros sites e parece que a boataria de que o Twitter sofreria uma pane geral nos pr&#243;ximos dias, desta vez teve raz&#227;o de ser. Faz uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img height="158" alt="" src="http://www.raul.blog.br/wp-content/files/Image/twitter.jpg" width="300" align="left" border="2" />Uma das redes sociais mais badaladas da Internet hoje em dia, o Twitter, saiu do ar por volta das 23h30 desta segunda-feira (14). Busquei informa&ccedil;&otilde;es no google e em outros sites e parece que a boataria de que o Twitter sofreria uma pane geral nos pr&oacute;ximos dias, desta vez teve raz&atilde;o de ser. Faz uma hora e meia que n&atilde;o consigo acess&aacute;-lo e, a exemplo das vezes anteriores, ao digitar o seu endere&ccedil;o de acesso <a href="http://www.twitter.com">www.twitter.com</a> aparece aquela j&aacute; famosa imagem da baleia com o aviso &quot;Twitter is over capacity&quot; (excesso de capacidade do Twitter). Ent&atilde;o comecei a imaginar como seria a vida sem o Twitter&#8230;</p>
<p><span id="more-624"></span></p>
<p>Coube lembrar imediatamente a letra daquela composi&ccedil;&atilde;o do Arnaldo Antunes, intitulada <strong>&quot;Longe&quot;</strong>, que descreve uma situa&ccedil;&atilde;o muito parecida e &quot;aflitiva&quot; com o pesadelo de viver sem o h&aacute;bito de tuitar: <em>&quot;Onde &eacute; que eu fui parar? / Aonde &eacute; esse aqui? / N&atilde;o d&aacute; mais pra voltar / Por que eu fiquei t&atilde;o longe? / Longe&#8230; / Onde &eacute; esse lugar? / Aonde est&aacute; voc&ecirc;? / N&atilde;o pega celular / E a terra est&aacute; t&atilde;o longe / Longe&#8230; / N&atilde;o passa um carro sequer / Todo com&eacute;rcio fechou / N&atilde;o tem sat&eacute;lite algum transmitindo / not&iacute;cias de onde eu estou / Nenhum email chegou / Nem o correio vir&aacute; / E eu entre quatro paredes sem porta / ou janela pro tempo passar / Dizem que a vida &eacute; assim / Cinco sentidos em mim / Dentro de um corpo fechado / no v&aacute;cuo de um quarto no espa&ccedil;o sem fim /&nbsp;Aonde est&aacute; voc&ecirc;? / Por&nbsp;que &eacute; que voc&ecirc; foi? / N&atilde;o quero te esquecer / Mas j&aacute; fiquei t&atilde;o longe / Longe&#8230; / N&atilde;o d&aacute; mais pra voltar / E eu nem me despedi / Onde &eacute; que eu vim parar?&nbsp;/ Por que eu fiquei t&atilde;o longe? / Longe, longe, longe, longe / Longe, longe, longe / Seis, cinco, quatro, tr&ecirc;s, dois, um.</em></p>
<p>Por onde os meus amigos, conhecidos, desconhecidos, <em>fakes</em> ou <em>trolls</em>, que&nbsp;passaram a interagir comigo, desde que criei o meu login <a href="http://www.twitter.com/raulchristiano">www.twitter.com/raulchristiano</a> em agosto de 2008, voltar&atilde;o a se encontrar comigo? Quem sabe o meu amigo e colega de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o na ESPM, o publicit&aacute;rio Adriano Brand&atilde;o, que me orientou acessar o Twitter pela primeira vez, tenha uma receita que substitua esse quase v&iacute;cio de contar o que estou fazendo, pensando e querendo mudar. Por ele j&aacute; me habituei ao mantra: #Educa&ccedil;&atilde;o&eacute;tudo #Educa&ccedil;&atilde;o&eacute;tudo #Educa&ccedil;&atilde;o&eacute;tudo ou parodiar o poeta, dizendo que tuitar &eacute; preciso, mas viver &eacute; ainda muito mais!</p>
<p>Pelo Twitter al&eacute;m de interagir mais com as pessoas, contando sobre as minhas id&eacute;ias e tornando mais transparentes as minhas opini&otilde;es sobre quase todos os assuntos que movimentam nossas vidas, acompanhei tamb&eacute;m as reflex&otilde;es dos meus filhos e percebi o quanto bem humorados eles se tornaram. Eles cresceram e j&aacute; pontuam uma vis&atilde;o do mundo &agrave; sua volta, que hoje em dia &eacute; quase imposs&iacute;vel conhecer nos raros momentos em que compartilhamos todos &agrave; mesma mesa na hora do almo&ccedil;o ou do jantar.</p>
<p>O Twitter me fez tuitar mais que blogar, que j&aacute; havia se tornado um h&aacute;bito di&aacute;rio. Virtualizando consegui olhar o mundo de uma outra forma, sem barreiras, principalmente porque quando comecei aqui, o fazia pelo prazer de confabular, chegando a imaginar que na s&iacute;ntese das minhas ora&ccedil;&otilde;es, mensagens, agendas, an&aacute;lises cr&iacute;ticas, em apenas 140 caracteres, na pr&aacute;tica retomaria a minha produ&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica dos anos 70 e come&ccedil;o dos 80. Mas est&aacute; cada vez mais clara a import&acirc;ncia dessa rede e de suas ferramentas eficazes, o seu uso no dia a dia pessoal, do trabalho e da milit&acirc;ncia pol&iacute;tica.</p>
<p>N&atilde;o posso crer que o Twitter se apagou, mesmo agora quando come&ccedil;o a acreditar, h&aacute; quase tr&ecirc;s horas&nbsp;sem conseguir acessar o meu pr&oacute;prio perfil, que os boatos tinham um fundo de verdade. Buscando informa&ccedil;&otilde;es, achei uma nota sobre um poss&iacute;vel &quot;Twitpocalypse&quot;, informando que a amea&ccedil;a de esgotamento devia ao banco de dados da rede social Twitter, que suporta 2.147.483.647 (dois bilh&otilde;es, cento e quarenta e sete milh&otilde;es, quatrocentos e oitenta e tr&ecirc;s mil, e seiscentos e quarenta e sete) posts e que, quando esse n&uacute;mero fosse ultrapassado, a tend&ecirc;ncia &eacute; que o sistema pararia de funcionar.</p>
<p>A vida &eacute; mesmo assim&#8230; quem sabe esse apocalypse seja apenas mais uma estrat&eacute;gia de marketing para ganhar ainda mais adeptos ou ent&atilde;o para que possamos utiliz&aacute;-lor cada vez mais, como se j&aacute; n&atilde;o tiv&eacute;ssemos a id&eacute;ia do quanto imposs&iacute;vel &eacute; viver fora de uma rede social nos dias atuais. Confesso que, antes de postar estas divaga&ccedil;&otilde;es, tentei dezenas de vezes acessar o Twitter, em v&atilde;o&#8230; &#8230;enquanto isso n&atilde;o acontece, e nem bem sei se ele ir&aacute; voltar, vale a pena ouvir Arnaldo Antunes, cantando &quot;Longe&quot;, mas t&atilde;o perto de todos n&oacute;s: <a href="http://youtu.be/uoKWAiwmUes">http://youtu.be/uoKWAiwmUes</a>&nbsp;</p>
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		<title>Há empregos, mas falta qualificação !</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 00:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Christiano</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img height="154" alt="" src="http://www.raul.blog.br/wp-content/files/Image/temos vagas 2.jpg" width="300" align="right" border="2" />Jos&eacute; Serra tocou num dos pontos mais preocupantes do setor produtivo hoje: a falta de m&atilde;o de obra qualificada para atender &agrave;s demandas de empregos existentes e dispon&iacute;veis. Ao assumir a sua candidatura a presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, neste final de semana, Serra disse que um governo deve come&ccedil;ar a governar logo no seu primeiro dia e que a sua urg&ecirc;ncia, se for eleito no dia 3 de outubro deste ano, ser&aacute; a cria&ccedil;&atilde;o de mais de 1 milh&atilde;o de novas vagas em novas escolas t&eacute;cnicas, com cursos de um ano e meio de dura&ccedil;&atilde;o, de n&iacute;vel m&eacute;dio, por todo o Brasil. Mas essa contradi&ccedil;&atilde;o, da exist&ecirc;ncia de empregos e da falta de qualifica&ccedil;&atilde;o para eles, associada ao ex&eacute;rcito de desempregados em nosso pa&iacute;s,&nbsp;tamb&eacute;m precisa ser analisada sob a &oacute;tica dos baixos sal&aacute;rios oferecidos pelos empregadores e que tornam essas vagas desinteressantes.</p>
<p><span id="more-622"></span></p>
<p>Com o compromisso p&uacute;blico de Jos&eacute; Serra, da import&acirc;ncia que a Educa&ccedil;&atilde;o para o emprego ter&aacute; em seu governo, a distor&ccedil;&atilde;o salarial receber&aacute; provid&ecirc;ncias na medida em que o Brasil revisar os seus recordes atuais com o mais baixo investimento governamental do mundo em infraestrutura, a maior taxa de juros reais do mundo e a maior carga tribut&aacute;ria das na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento. Resolvidos esses gargalos, que impedem a satisfa&ccedil;&atilde;o das nossas necessidades e preenchimento de nossas esperan&ccedil;as, o pa&iacute;s ver&aacute; o crescimento da sua economia.</p>
<p>N&atilde;o &eacute; a primeira vez que escrevo sobre essas car&ecirc;ncias do Brasil e das estat&iacute;sticas preocupantes com o n&uacute;mero de trabalhadores exclu&iacute;dos dos efeitos ben&eacute;ficos da prosperidade e do crescimento econ&ocirc;mico nacionais. Os avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos mundiais e a influ&ecirc;ncia deles na vida dos setores produtivos exigem preparo dos jovens, trabalhadores, desempregados, de todos os n&iacute;veis sociais e de forma&ccedil;&atilde;o educacional e profissional.</p>
<p>Serra atinge de maneira certeira o alvo do Brasil menos desigual para todos. Realmente &eacute; de fundamental import&acirc;ncia priorizar um amplo programa nacional de qualifica&ccedil;&atilde;o para o emprego, inclusive prevendo a multiplica&ccedil;&atilde;o de cursos de qualifica&ccedil;&atilde;o mais curtos, para atualiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores da ativa e tamb&eacute;m para os desempregados. E, nesse cen&aacute;rio, cabe tirar do papel id&eacute;ias e programas como o &quot;meu primeiro emprego&quot;, para os adolescentes e jovens que saem do ensino b&aacute;sico despreparados para ingressar no mercado de trabalho.</p>
<p>Hoje crian&ccedil;as e adolescentes s&atilde;o beneficiados com a compensa&ccedil;&atilde;o financeira do programa Bolsa Fam&iacute;lia. Na travessia da adolesc&ecirc;ncia para a juventude observamos um vazio que poderia ser coberto pela Bolsa Fam&iacute;lia, dando uma ajuda de custo para os jovens cujas fam&iacute;lias dependem desse programa, enquanto eles se sentissem inventivados em participar de cursos profissionalizantes com vistas ao primeiro emprego.</p>
<p>Pesquisas recentes, como a realizada pela Manpower, uma consultoria internacional de recursos humanos, reafirmam que n&atilde;o faltam empregos e que o grande problema dos setores produtivos e de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os &eacute; a car&ecirc;ncia de qualifica&ccedil;&atilde;o. Cerca de dois ter&ccedil;os dos empregadores brasileiros n&atilde;o encontram m&atilde;o de obra qualificada para preencher vagas existentes.</p>
<p>Nosso pa&iacute;s n&atilde;o &eacute; o mais defasado nesse quesito. O Brasil perde apenas para o Jap&atilde;o, de acordo com esse levantamento da Manpower: dos 35 mil empregadores ouvidos em 36 pa&iacute;ses, 64% dos empregadores brasileiros responderam que t&ecirc;m dificuldade em preencher as vagas, enquanto no Jap&atilde;o a queixa foi de 76% do total. A m&eacute;dia dos pa&iacute;ses consultados &eacute; de 31% dos empregadores.</p>
<p>&Eacute; evidente que com Jos&eacute; Serra na presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica vamos virar uma p&aacute;gina na hist&oacute;ria da economia brasileira, aumentando a nossa capacidade de produ&ccedil;&atilde;o e renda. Um pr&oacute;ximo governo focado em empreender mais vagas e cursos profissionalizantes, disposto&nbsp;evitar um apag&atilde;o de trabalhadores capazes para tarefas da sua pr&oacute;pria sobreviv&ecirc;ncia e desenvolvimentistas, s&oacute; pode ser um governo que far&aacute; muito mais pelo Brasil.</p>
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		<title>Mais Educação reduz dependência social</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 06:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Christiano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O projeto que cria o Fundo Social do Pr&#233;-Sal e estabelece o regime de partilha (em vez de concess&#227;o) como novo modelo de explora&#231;&#227;o do petr&#243;leo, al&#233;m de redistribuir royalties&#160;foi votado e modificado no Senado, na madrugada do dia 10 de junho. Os senadores aprovaram tamb&#233;m que 50% dos recursos desse fundo sejam destinados para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img height="320" alt="" src="http://www.raul.blog.br/wp-content/files/Image/estudante.jpg" width="192" align="left" border="2" />O projeto que cria o Fundo Social do Pr&eacute;-Sal e estabelece o regime de partilha (em vez de concess&atilde;o) como novo modelo de explora&ccedil;&atilde;o do petr&oacute;leo, al&eacute;m de redistribuir royalties&nbsp;foi votado e modificado no Senado, na madrugada do dia 10 de junho. Os senadores aprovaram tamb&eacute;m que 50% dos recursos desse fundo sejam destinados para a educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica superior e b&aacute;sica, e que, desse total, 80% dos recursos precisam ser aplicados na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. O presidente Lula n&atilde;o gostou dessa iniciativa e disse que &quot;daqui a pouco &eacute; 50% para n&atilde;o sei o qu&ecirc;. Daqui a pouco o governo n&atilde;o vai ter como fazer pol&iacute;tica social, porque (o dinheiro) j&aacute; est&aacute; carimbado.&quot; N&atilde;o vejo outro destino melhor que a Educa&ccedil;&atilde;o; s&oacute; a Educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; qualquer coisa.</p>
<p><span id="more-615"></span></p>
<p>A&nbsp;meu ver, essa decis&atilde;o, que agora depende de uma nova vota&ccedil;&atilde;o na C&acirc;mara dos Deputados, porque sofreu altera&ccedil;&otilde;es no Senado, &eacute; muito saud&aacute;vel para a efici&ecirc;ncia das pol&iacute;ticas compensat&oacute;rias de renda &#8211; unificadas em torno da Bolsa Fam&iacute;lia &#8211; e de todas as a&ccedil;&otilde;es&nbsp;originadas durante o governo FHC para a estrutura&ccedil;&atilde;o de uma Rede de Prote&ccedil;&atilde;o Social. Com a garantia de mais recursos para a Educa&ccedil;&atilde;o, a travessia para a redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais deixar&aacute; de ser uma utopia, prevalecendo o car&aacute;ter emancipat&oacute;rio que toda pol&iacute;tica p&uacute;blica deve ter.</p>
<p>A vincula&ccedil;&atilde;o de 50% dos recursos do Fundo Social do Pr&eacute;-Sal para a Educa&ccedil;&atilde;o precisa ser confirmada pelos deputados federais, se essa mat&eacute;ria for votada ainda neste ano de elei&ccedil;&otilde;es.&nbsp;Entendo que em nada comprometer&aacute; a exist&ecirc;ncia dos programas sociais, que devem ser melhorados com a&ccedil;&otilde;es complementares de qualifica&ccedil;&atilde;o dos adolescentes e jovens para o primeiro emprego. A Educa&ccedil;&atilde;o com maiores recursos caminhar&aacute; para cumprir o desafio da melhoria da sua qualidade e garantir a desimport&acirc;ncia da pr&oacute;pria Bolsa Fam&iacute;lia no futuro. Mas j&aacute; observo a movimenta&ccedil;&atilde;o de l&iacute;deres parlamentares lulo-petistas antecipando que o presidente da Rep&uacute;blica vetar&aacute; o qu&ecirc; estiver fora da sua l&oacute;gica assistencialista atrasada.</p>
<p>Lula est&aacute; dizendo agora que h&aacute; exagero nas decis&otilde;es do Congresso e que ele n&atilde;o hesitar&aacute; vetar aquilo que confirmar essa interpreta&ccedil;&atilde;o. Antevejo que o presidente da Rep&uacute;blica j&aacute; articula anunciar o seu &quot;temor&quot; com o direcionamento de mais dinheiro para a Educa&ccedil;&atilde;o, que &eacute; a principal pol&iacute;tica p&uacute;blica de inclus&atilde;o social de qualquer pa&iacute;s do Mundo e pode atingir as metas de investimentos previstas no Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o. Vistos discursos anteriores, n&atilde;o me surpreenderei se Lula e os seus candidatos nessas elei&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;rem ao Congresso Nacional a responsabilidade por uma suposta e inver&iacute;dica&nbsp;tentativa de acabar com a Bolsa Fam&iacute;lia, por exemplo. </p>
<p>Espero que essa movimenta&ccedil;&atilde;o ajude os estrategistas da oposi&ccedil;&atilde;o, a pensar nos melhores meios de explicar que h&aacute; perspectiva de futuro inclusive para as classes mais dependentes&nbsp;das pol&iacute;ticas e dos programas sociais. Apesar das estat&iacute;sticas revelarem a&nbsp;ascens&atilde;o do povo que viveu e das camadas populares que ainda vivem abaixo da linha da pobreza,&nbsp;os graus de satisfa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o artificiais, enganosos e sujeitos &agrave; manipula&ccedil;&atilde;o por governantes demagogos. </p>
<p>A descoberta das reservas de petr&oacute;leo e g&aacute;s no Pr&eacute;-Sal n&atilde;o deixa d&uacute;vida, especialmente num ano eleitoral, de que todo pol&iacute;tico tentar&aacute; extrair uma casquinha dessa verdadeira panac&eacute;ia para o desenvolvimento social. Por isso aposto na Educa&ccedil;&atilde;o como o passaporte necess&aacute;rio para essa travessia, principalmente se forem confirmados e realizados os 50% dos recursos que ser&atilde;o alocados no Fundo Social, resultantes da explora&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o dessas reservas. Tamb&eacute;m aposto que, com mais Educa&ccedil;&atilde;o, o povo pobre ter&aacute; condi&ccedil;&otilde;es de&nbsp;perceber a viabilidade das suas chances reais de&nbsp;ter a sua independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica, gra&ccedil;as &agrave; sua capacidade para o trabalho e gera&ccedil;&atilde;o de renda para os seus n&uacute;cleos familiares, como nunca antes na hist&oacute;ria deste Brasil, verdadeiramente.</p>
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		<title>Educação melhor desde FHC</title>
		<link>http://www.raul.blog.br/595/educacao-melhor-desde-fhc/</link>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 18:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Christiano</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Paulo Renato Souza]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas Públicas]]></category>

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		<description><![CDATA[A melhoria da qualidade da educa&#231;&#227;o n&#227;o est&#225; atrelada &#224; criatividade da publicidade institucional dos governos, mas &#224; efetiva&#231;&#227;o de programas estruturados que ofere&#231;am as condi&#231;&#245;es necess&#225;rias para isso. Nos &#250;ltimos dias tenho assistido aos comerciais do MEC &#8211; Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o apresentando experi&#234;ncias de sucesso em escolas p&#250;blicas de diversas regi&#245;es do pa&#237;s, sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="WIDTH: 238px; HEIGHT: 342px" height="403" alt="" src="http://www.raul.blog.br/wp-content/files/Image/professores.jpg" width="300" align="right" border="2" />A melhoria da qualidade da educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; atrelada &agrave; criatividade da publicidade institucional dos governos, mas &agrave; efetiva&ccedil;&atilde;o de programas estruturados que ofere&ccedil;am as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para isso. Nos &uacute;ltimos dias tenho assistido aos comerciais do MEC &#8211; Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o apresentando experi&ecirc;ncias de sucesso em escolas p&uacute;blicas de diversas regi&otilde;es do pa&iacute;s, sem dizer que &eacute; obra do PDDE &#8211; Programa Dinheiro Direto na Escola, idealizado e executado desde Paulo Renato Souza, a partir de 1995, quando era ministro da Educa&ccedil;&atilde;o durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Por uma quest&atilde;o de honestidade hist&oacute;rica e intelectual, governantes de todas as esferas deveriam ter o cuidado de defender a continuidade das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas bem sucedidas, principalmente quando se referem&nbsp;&agrave; Educa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><span id="more-595"></span></p>
<p>Hoje o PDDE &eacute; uma das a&ccedil;&otilde;es do Programa Mais Educa&ccedil;&atilde;o, criado em 2007, e &eacute; um dos principais &iacute;tens para melhorar o IEE &#8211; &Iacute;ndice de Efeito Escola, que indica o impacto que a escola pode ter na vida e no aprendizado do estudante, fomentando atividades para melhorar o ambiente escolar. O &quot;guarda-chuva&quot; Mais Educa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma grande iniciativa do atual governo federal, porque ele responde de maneira global aos resultados dos estudos desenvolvidos pelo Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia (Unicef), com base nos resultados da Prova Brasil, realizada pelo Inep &#8211; Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An&iacute;sio Teixeira como parte do Saeb &#8211; Sistema Nacional de Avalia&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica.</p>
<p>Mas quem reestruturou o Inep e consolidou o sistema de avalia&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o? Quem criou&nbsp;a vantagem do programa Dinheiro Direto na Escola e em seguida o Fundef &#8211; Fundo de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o e Valoriza&ccedil;&atilde;o do Magist&eacute;rio? O governo FHC. Governo que &eacute; respons&aacute;vel por a&ccedil;&otilde;es estruturantes nunca antes vistas na hist&oacute;ria deste pa&iacute;s desde Gustavo Capanema, ministro da Educa&ccedil;&atilde;o no Estado Novo com Get&uacute;lio Vargas.</p>
<p>Se n&atilde;o fossem essas a&ccedil;&otilde;es, com toda certeza as imagens positivas de uma significativa parte das escolas brasileiras ainda seriam imposs&iacute;veis. As escolas p&uacute;blicas precisam de aten&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; para garantir o sustento da corpora&ccedil;&atilde;o dos seus professores e funcion&aacute;rios, mas tamb&eacute;m para uma cont&iacute;nua assist&ecirc;ncia financeira, em car&aacute;ter suplementar como ocorre com o PDDE. Esse programa bem sucedido, que felizmente n&atilde;o foi interrompido pelo atual governo, engloba v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es e objetiva&nbsp;a melhora da infra-estrutura f&iacute;sica e pedag&oacute;gica das escolas, bem como&nbsp;refor&ccedil;a a autogest&atilde;o escolar nos planos financeiro, administrativo e did&aacute;tico, fatores essenciais para elevar os &iacute;ndices de desempenho da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica.</p>
<p>O Brasil merece mais. Se durante o governo FHC&nbsp;deixou de ser uma letra morta na constitui&ccedil;&atilde;o, o dispositivo que assegurava a universaliza&ccedil;&atilde;o da matr&iacute;cula nas escolas p&uacute;blicas para as crian&ccedil;as de todo o pa&iacute;s, o MEC ainda deve uma vit&oacute;ria na orienta&ccedil;&atilde;o para o desafio da melhoria da qualidade do ensino para todas as crian&ccedil;as brasileiras. Um futuro melhor ser&aacute; garantido com mais educa&ccedil;&atilde;o de qualidade e&nbsp;sem conviver com a&nbsp;coexist&ecirc;ncia de escolas p&uacute;blicas boas e ruins. Mais governo ajudar&aacute; muito o MEC!</p>
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		<title>Bolsa Família sim, eleitoreira não !</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 03:49:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Christiano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Bolsa Fam&#237;lia serviu para manter em alta a popularidade do presidente Lula, durante os sete anos de seu governo, mas o pano de fundo ser&#225; outro nas elei&#231;&#245;es deste ano: a capacidade de governar para todo o Brasil, inclusive com a manuten&#231;&#227;o e melhoria da rede de prote&#231;&#227;o social criada antes do atual governo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img height="233" alt="" src="http://www.raul.blog.br/wp-content/files/Image/bolsa familia manipulada.jpg" width="320" align="left" border="2" />A Bolsa Fam&iacute;lia serviu para manter em alta a popularidade do presidente Lula, durante os sete anos de seu governo, mas o pano de fundo ser&aacute; outro nas elei&ccedil;&otilde;es deste ano: a capacidade de governar para todo o Brasil, inclusive com a manuten&ccedil;&atilde;o e melhoria da rede de prote&ccedil;&atilde;o social criada antes do atual governo federal do PT. Mas a candidata Dilma Rousseff ironiza a oposi&ccedil;&atilde;o, como se fosse propriet&aacute;ria de algum programa social que n&atilde;o teve participa&ccedil;&atilde;o, exceto do PAC &#8211; Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento em que revelou a sua incapacidade gerencial. PSDB, DEM e PPS sempre condenaram e combateram o uso eleitoreiro da Bolsa Fam&iacute;lia, nunca a exist&ecirc;ncia do programa que foram respons&aacute;veis pela sua idealiza&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o a partir do Programa de Garantia de Renda M&iacute;nima em 1998 e a Bolsa Escola em 2001.</p>
<p><span id="more-588"></span></p>
<p>O programa Bolsa Fam&iacute;lia &eacute; bem sucedido no combate &agrave; pobreza, mas n&atilde;o &eacute; um instrumento de combate &agrave; desigualdade, como interpretam alguns. A Bolsa Fam&iacute;lia ajuda a tirar as fam&iacute;lias da pobreza extrema, mas para avan&ccedil;ar verdadeiramente na dire&ccedil;&atilde;o da emancipa&ccedil;&atilde;o das pessoas &eacute; preciso distribuir ativos, fatores capazes de gerar renda. Essa concep&ccedil;&atilde;o sempre esteve muito clara e presente quando n&oacute;s criamos e implantamos a rede de prote&ccedil;&atilde;o social durante o governo Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>A candidata Dilma manipula fatos hist&oacute;ricos para se inserir neles e n&atilde;o tem nenhum escr&uacute;pulo em continuar a apropria&ccedil;&atilde;o de iniciativas que n&atilde;o foram de seu partido, o PT. Ir&ocirc;nico &eacute; ler as declara&ccedil;&otilde;es dela sobre os &uacute;ltimos movimentos de Jos&eacute; Serra, do PSDB, defendendo a manuten&ccedil;&atilde;o e o refor&ccedil;o do Programa Bolsa Fam&iacute;lia, porque &quot;&eacute; uma coisa que funcionou&quot;. Ali&aacute;s, vem funcionando desde as origens em Campinas, com o ex-prefeito tucano Jos&eacute; Roberto Magalh&atilde;es Teixeira &quot;Grama&quot;, para garantir uma renda m&iacute;nima &agrave;s fam&iacute;lias situadas abaixo da linha da pobreza, desde que as suas crian&ccedil;as frequentassem as escolas.</p>
<p>O PT &eacute; que condenou de maneira feroz e destrutiva as pol&iacute;ticas sociais e o pr&oacute;prio plano de estabiliza&ccedil;&atilde;o da economia de FHC, usando os palanques eleitorais e as tribunas parlamentares para tentar colar no PSDB e em seus aliados a imagem de governantes sem legados ou de respons&aacute;veis por uma suposta &quot;heran&ccedil;a maldita&quot;. Ora, essa atitude dissimulada e aparentemente ignorante da candidata revela a sua m&aacute; inten&ccedil;&atilde;o no debate s&eacute;rio e consequente, que toda a sociedade espera para escolher o melhor condutor da travessia para o futuro.</p>
<p>N&atilde;o h&aacute; temor de compara&ccedil;&otilde;es, como o PT finge insistir e ao mesmo tempo responder em nome dos seus advers&aacute;rios e opositores. Dilma e o PT apostam que as oposi&ccedil;&otilde;es ter&atilde;o dificuldade de recha&ccedil;ar as suas inf&acirc;mias, numa linguagem popular que atinja a maioria dos brasileiros benefici&aacute;rios da rede de prote&ccedil;&atilde;o social. Todas as m&iacute;dias exp&otilde;em nesse in&iacute;cio de caminhada eleitoral, o balan&ccedil;o da efic&aacute;cia das pol&iacute;ticas implementadas desde o governo Itamar Franco, que foi o respons&aacute;vel pela edi&ccedil;&atilde;o do Plano Real de Estabiliza&ccedil;&atilde;o da Economia.</p>
<p>Com a economia estabilizada e um plano de investimentos em infra-estrutura elaborado, iniciando a execu&ccedil;&atilde;o por FHC, o governo tucano passou a executar programas sociais destinados a toda a sociedade, destacando a&ccedil;&otilde;es voltadas para os brasileiros mais pobres entre os pobres. Lula e o governo do PT, ao assumir em 2003, confirmaram a exist&ecirc;ncia dos in&uacute;meros programas de transfer&ecirc;ncia de renda para erradicar a pobreza e, prioritariamente, organizaram as iniciativas em um guarda-chuvas social, que se denominou e notabilizou como &quot;Bolsa Fam&iacute;lia&quot;, aumentando o or&ccedil;amento e a capacidade de divulga&ccedil;&atilde;o em todas as frentes dispon&iacute;veis no pa&iacute;s.</p>
<p>Quando Floriano Pesaro (secret&aacute;rio nacional do Programa Bolsa Escola no governo FHC) e eu (diretor de articula&ccedil;&atilde;o com munic&iacute;pios do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o para implanta&ccedil;&atilde;o do programa em todo o Brasil na mesma &eacute;poca &#8211; 2001 e 2002) deixamos o governo e passamos o bast&atilde;o para o PT, a Bolsa Escola&nbsp;somava 5,5 milh&otilde;es de fam&iacute;lias beneficiadas. Em sete anos de governo eles dobraram o n&uacute;mero de beneficiados, at&eacute; porque depositaram todas as suas fichas nessa a&ccedil;&atilde;o que durante o governo FHC condenavam como uma &quot;Bolsa Esmola&quot;.</p>
<p>Por fim, n&atilde;o vejo uma justificativa do PT e da sua candidata Dilma Rousseff, que martelam como um mantra o conceito copiado de Jos&eacute; Sarney, do &quot;tudo pelo social&quot;, tentando passar a id&eacute;ia de que as quase 12 milh&otilde;es de fam&iacute;lias da Bolsa Fam&iacute;lia importam muito mais que os 37,6 milh&otilde;es de benef&iacute;cios concedidos, regularmante, durante o ano de 2002 apenas pelo governo FHC, com investimentos estimados em mais de R$ 30 bilh&otilde;es.</p>
<p>Jos&eacute; Serra pode muito mais defender a rede de prote&ccedil;&atilde;o social desenhada e j&aacute; executada com sucesso pelo PSDB, porque participou diretamente da concep&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o dos 12 programas &agrave; &eacute;poca de FHC &#8211; Bolsa Alimenta&ccedil;&atilde;o, PETI &#8211; Erradica&ccedil;&atilde;o do Trabalho Infantil, Bolsa Escola, Aux&iacute;lio G&aacute;s, Brasil Jovem, Abono Salarial PIS/Pasep, Bolsa Qualifica&ccedil;&atilde;o, Seguro Desemprego, Seguro Safra, Aposentadoria e pens&otilde;es rurais, Benef&iacute;cio de Presta&ccedil;&atilde;o Continuada &#8211; BPC/Loas e Renda Mensal Vital&iacute;cia. Portanto, Serra e o PSDB n&atilde;o precisavam apoiar politicamente o governo do PT, nos &uacute;ltimos sete anos e meio, mas fazer o que est&aacute; fazendo agora, resgatando para o Brasil do futuro, a informa&ccedil;&atilde;o de que continuar&aacute; defendendo o seu pr&oacute;prio legado sem pedir licen&ccedil;a a incontin&ecirc;ncia verbal e aloprada de Dilma Rousseff.</p>
<p>Vale a pena rever o v&iacute;deo de Lula combatendo os &quot;cr&iacute;ticos&quot; da Bolsa Fam&iacute;lia &#8211; <a href="http://bit.ly/cdtPfv">http://bit.ly/cdtPfv</a></p>
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		<title>Em torno da saudade !</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 17:22:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Christiano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O editorial &#34;Chega de saudade&#34;, publicado hoje pelo jornal &#34;Folha de S&#227;o Paulo&#34;, &#233; um manifesto ao respeito pela hist&#243;ria das realiza&#231;&#245;es e das pessoas que tornaram presente&#160;o sempre cantado em prosa e verso&#160;Brasil do futuro. O texto desconstr&#243;i a tese e as provoca&#231;&#245;es comparativas entre os governos FHC e Lula, que vem orientando a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img height="246" alt="" src="http://www.raul.blog.br/wp-content/files/Image/Lula x FHC.jpg" width="295" align="right" border="2" />O editorial &quot;Chega de saudade&quot;, publicado hoje pelo jornal &quot;Folha de S&atilde;o Paulo&quot;, &eacute; um manifesto ao respeito pela hist&oacute;ria das realiza&ccedil;&otilde;es e das pessoas que tornaram presente&nbsp;o sempre cantado em prosa e verso&nbsp;Brasil do futuro. O texto desconstr&oacute;i a tese e as provoca&ccedil;&otilde;es comparativas entre os governos FHC e Lula, que vem orientando a candidata a presidente da Rep&uacute;blica do PT, trazendo &agrave; leitura de maneira reta e direta considera&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o escreveria melhor. O jornal, com esse posicionamento, n&atilde;o toma um lado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; disputa eleitoral, como certamente interpretar&atilde;o contrariamente&nbsp;os lulopetistas e seus macacos amestrados nas redes sociais, mas oferece aos seus milhares de leitores uma honesta viagem &agrave; hist&oacute;ria recente do nosso pa&iacute;s. </p>
<p><span id="more-568"></span></p>
<p>Escrevi em muitas outras oportunidades sobre n&atilde;o ter qualquer receio das compara&ccedil;&otilde;es insinuadas pelos petistas. Pois n&atilde;o me surpreendo com a soberba dos lulopetistas, motivados pelos elevados &iacute;ndices de popularidade de Lula. O PSDB j&aacute; venceu Lula no embate direto, em 1994 e 1998, quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito e reeleito presidente da Rep&uacute;blica logo no primeiro turno das elei&ccedil;&otilde;es. Em 2002, com Jos&eacute; Serra, Lula venceu apenas no 2.&ordm; turno, repetindo o feito em 2006, com Geraldo Alckmin. O mesmo Lula perdeu para o PSDB quando turbinou com a sua popularidade a candidata a Prefeitura de S&atilde;o Paulo, Marta Suplicy, em 2004 contra Jos&eacute; Serra e em 2008 quando enfrentou o seu aliado Gilberto Kassab, do DEM, revelando a insufici&ecirc;ncia da sua capacidade de transfer&ecirc;ncia de votos. </p>
<p>Por&eacute;m, uma elei&ccedil;&atilde;o nacional requer uma aten&ccedil;&atilde;o maior, principalmente quando a sua disputa se dar&aacute; num pa&iacute;s que abriga v&aacute;rios Brasis, e que h&aacute; uma sociedade reclamando do atraso das consequ&ecirc;ncias ben&eacute;ficas das pol&iacute;ticas estruturantes desde os governos de Itamar Franco e FHC, com o fracasso do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento &#8211; PAC, que foi planejado para cumprir esse papel em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; infra-estrutura em todo o nosso territ&oacute;rio, mas que n&atilde;o aconteceu pela incapacidade de gest&atilde;o do PT e da sua propalada m&atilde;e, ex-ministra Dilma Rousseff. </p>
<p>Sobre a an&aacute;lise editorial da Folha grifei algumas passagens que valem refletir, como por exemplo: &#8230; &quot;N&atilde;o se sabe o que pesa mais nessa estrat&eacute;gia enviesada, se a obsess&atilde;o &iacute;ntima do presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva de se medir com o antecessor Fernando Henrique Cardoso ou a percep&ccedil;&atilde;o de que &eacute; mais vantajoso para a representante da situa&ccedil;&atilde;o transformar elei&ccedil;&otilde;es que decidem o futuro do pa&iacute;s em avalia&ccedil;&atilde;o de fatos passados.&quot; </p>
<p>Ou ainda: &#8230; &quot;Se pretende incursionar pelo passado, poderia a candidata lembrar a seus potenciais eleitores que o Partido dos Trabalhadores negou sustenta&ccedil;&atilde;o ao presidente Itamar Franco e bombardeou o Plano Real. Ou seja, op&ocirc;s-se de maneira pueril e ideol&oacute;gica a uma das mais not&aacute;veis conquistas econ&ocirc;micas da hist&oacute;ria moderna do pa&iacute;s, que propiciou aos brasileiros pobres benef&iacute;cios inestim&aacute;veis, sob a forma de imediato aumento do poder aquisitivo e in&eacute;dito acesso ao sistema banc&aacute;rio.&quot; </p>
<p>Continuando: &#8230; &quot;Sabe bem a ex-ministra que se algu&eacute;m nesses anos mudou de pele foi antes o PT do que o PSDB. O que ter&aacute; sido a famosa &#8216;Carta aos Brasileiros&#8217; sen&atilde;o uma providencial e p&uacute;blica troca de vestimenta ideol&oacute;gica do candidato Lula &#8211; que, eleito, sob aplausos do mundo financeiro, indicou um tucano para o Banco Central (agora no PMDB) e um ex-trotskista com plumagem neoliberal para a Fazenda?&quot; </p>
<p>Por fim, assino embaixo quando conclui que &quot;o Brasil precisa pensar e agir com os olhos no futuro. Nada tem a ganhar com a tentativa da candidatura governista de forjar uma revanche de disputas pret&eacute;ritas. Se o presidente Lula n&atilde;o venceu a contenda com Fernando Henrique Cardoso em 1994 n&atilde;o ser&aacute; agora que o far&aacute; &#8211; pelo simples motivo de que nenhum dos dois &eacute; candidato. O governo que se encerra neste ano teve m&eacute;ritos ineg&aacute;veis, mas muitos deles, &eacute; for&ccedil;oso reconhecer, nasceram de sementes plantadas no passado.&quot;</p>
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