Vou compartilhar com os meus leitores uma boa sensação deste Carnaval. Vale a pena deixar cair a ficha que política, economia, crises e outras coisas do dia a dia representam menos, quando comparados com o amor. Juro que não se trata de uma recaída poética e muito menos de novas sensações por causa de um amor novo. São os velhos sentidos que floresceram ao caminhar à beira mar e ao folhear uma matéria comportamental numa revista de julho de 2003. Isto não é um roteiro de filme, mas a reedição de reflexões presentes e que geram sempre saudade. O título deste post é o mesmo da revista: "Não basta amar, tem que dizer ‘eu te amo’ – reflexões sábias de uma cronista de relacionamentos", hum… bom para hoje e para sempre, heim !?

Tenho muitas histórias dos carnavais da minha vida. Nas primeiras fases dela, diga-se de passagem. Adolescência, juventude. Depois só alegria de aproveitar o tempo para descansar e refletir sobre o ano que está prestes a começar. Todo mundo diz que no Brasil o ano começa depois do Carnaval. Aceito parcialmente essa idéia, porque sou um pouco workaholic e não vejo intervalos na minha rotina de trabalho. Mas hoje à tarde sucumbi à leitura e ao mergulho natural no meu passado de escrever que minhas emoções seriam para sempre, que existiriam eternamente em mim, com mulher, filhos, família.

A revista feminina, para esclarecer mais, trazia a opinião da cronista e escritora Martha Medeiros, com olhar dirigido para uma expectativa de mulher, quando a meu ver caberia integralmente também para as ansiedades masculinas. No seu lead ela diz que "por mais certeza que uma mulher tenha do amor de um homem, ela quer, precisa, sonhar ouvir as três palavrinhas mágicas: eu te amo. Será difícil para nós compreender a importância dessa expressão ? Não acho.

Amar é renascer. Faz bem renascer com o nosso próprio biotipo, mais maduro e até senhor do mundo que nos envolve. Ninguém se arrisca antes de elaborar cenários que valem mais para a economia e a política. O planejamento amoroso pode intuir a um casamento, mas a racionalidade põe tudo a perder. Desse modo, quando há um clima de amor no ar, justamente nesse período do reinado de Momo, vale soprar as idéias e sentidos ao vento. Ninguém fará você refém do sentimento que não foi despertado em você, além daquele que nunca abandonou você, principalmente nos momentos mais decisivos.

Nem todo mundo gosta de Carnaval. Mas todos têm uma história passada nessa época, no Rio, em São Paulo, no nordeste, na praia, no Interior, no Exterior. Não sei se a experiência pessoal ainda proporciona lembrança de "beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é Carnaval !" Faz bem reviver na memória os amores que atravessam gerações e ainda simbolizam tanto, porque além do beijo houve um sentido e sonoro amo você, mesmo que se descobrisse apenas sonhando na janela de um trem !

Já disse as três palavrinhas mágicas hoje ? A foto que ilustra este post, de Simone de Beauvoir, é inspiradora.

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